Divertículo de Meckel ao Doppler em cores: relato de dois
casos*
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do trato gastrintestinal e a hemorragia é a complicação mais frequente.
Cintilografia, ultrassonografia modo B e com Doppler, e tomografia computadorizada podem ser utilizadas para detectar complicações.
Descrevemos dois casos de divertículo de Meckel complicado detectados à ultrassonografia,
cujos achados foram diferentes dos descritos na literatura.
INTRODUÇÃO
O divertículo de Meckel (DM), encontrado em 2–3% da população, é a anomalia congênita mais comum do trato gastrintestinal e a hemorragia é a complicação mais frequente.
O DM aparece como uma estrutura cística, tubular ou em gota, com a assinatura intestinal nas imagens de ultrassonografia (US) em modo B. Cintilografia, US e tomografia computadorizada (TC) podem ser utilizadas para a detecção de complicações.
RELATO DOS CASOS
Caso 1
Menino de dois anos de idade atendido no departamento de emergência por hematoquezia indolor há dois dias. Apresentava, nos exames laboratoriais: hemoglobina =7,6 mg/dl; plaquetas = 432.000/mm3, sem leucocitose. O exame físico não detectou alterações significativas.
À US modo B identificou-se imagem cística com assinatura intestinal no quadrante inferior direito do abdome. Durante o exame, o cisto esvaziou-se completamente após contrações. Havia espessamento parietal do íleo distal e linfonodos mesentéricos aumentados. O exame
de US com Doppler colorido não demonstrou
sinais de hiperemia mural no cisto
. Um DM foi confirmado pela
cintilografia com Tc-99m.
Em laparotomia no quarto dia de internamento foi localizado DM no íleo terminal, o qual foi ressecado. O exame anatomopatológico da peça revelou mucosa gástrica e entérica no DM, sem inflamação ou ulcerações. O paciente recebeu alta três dias após a cirurgia, sem intercorrências.
O DM é um divertículo verdadeiro e suas camadas são compostas por todas as camadas de parede ileal. Mucosa gástrica ectópica e tecido pancreático podem ser
encontrados em seu interior(1,6). Está comumente
localizado no íleo terminal, a 40–100
cm da válvula ileocecal e, por isso, deve ser
considerado nos diagnósticos diferenciais
das afecções da fossa ilíaca direita, como
a apendicite(3–7). Pode ser assintomático e detectado incidentalmente à laparotomia. O sintoma mais comum é a hematoquezia indolor(1) e as complicações incluem perfuração, intussuscepção e vólvulo.Artrite Reumatóide
Uma doença sistêmica crônica com modificações inflamatórias através dos tecidos conjuntivos do corpo; a mudança mais precoce é o edema de tecidos moles, mais prevalente em torno do estilóide ulnar do punho; as erosões ósseas precoces ocorrem tipicamente primeiro na segunda e terceira articulações MCF(Metacarpofalangiana) ou na terceira articulação IFP(Interfalangiana proximal).
Bursite
Inflamação da bolsa ou bolsas repletas de líquido que cercam a articulação; geralmente envolve a formação de calcificações em tendões associados, causando dor e limitação do movimento articular
Derrame Articular
Líquido acumulado (sinovial ou hemorrágico) na cavidade articular; um sinal de condição subjacente, tal como uma fratura, deslocamento, lesão de tecido mole ou inflamação
Doença de Paget (osteíte deformante):
Uma das doenças esqueléticas crônicas mais comuns; uma doença óssea destrutiva seguida de um processo reparativo de sobre produção de ossos moles porém muito densos que tendem a fraturar facilmente; mais comum em homens acima dos 40 anos de idade; a causa é desconhecida, mas algumas evidências sugerem o envolvimento de uma infecção viral; pode ocorrer em qualquer 0550, embora afete mais comumente pelve, fêmur, crânio, vértebras, clavícula e úmero
Fratura
Uma solução de continuidade na estrutura do OSSO causada por uma força (direta ou indireta); numerosos tipos nomeados pela extensão da fratura, direção das linhas de fratura, alinhamento dos fragmentos ósseos e integridade do tecido sobrejacente.
Fratura de Barton: Fratura e luxação da reborda posterior da porção
distal do rádio envolvendo a articulação do punho
Fratura de Bennett: Fratura da base do primeiro osso metacarpo,
estendendo-se para a articulação carpometacarpiana, complicada por subluxação com alguma luxação posterior
Fratura de Colles: Uma fratura transversa da porção distal do rádio com o fragmento distal sendo deslocado posteriormente; em 50 a 60% dos casos observa-se uma fratura associada do estilóide ulnar
Fratura de Smith: O inverso da fratura de Colles, ou uma fratura transversa da porção distal do rádio com o fragmento distal deslocado anteriormente
Fratura do boxeador: Uma fratura transversa estendendo-se através do colo metacarpiano; mais comumente observada no quinto metacarpo.
Gota
Uma forma de artrite que pode ser hereditária, na qual o ácido úrico aparece em concentrações excessivas no sangue e que pode ser depositado nas articulações e tecidos moles; episódios iniciais comuns ocorrem na primeira articulação MT do pé; episódios ocorrendo na primeira articulação MCF, não vistos à radiografia, podem avançar para condições mais graves; a maioria dos casos ocorre em homens, e o primeiro episódio raramente ocorre antes dos 30 anos de idade.
Osteoartrite
Também conhecida como doença degenerativa articular (DOA); uma doença não-inflamatória articular caracterizada por deterioração gradual da cartilagem articular com formação óssea hipertrófica; o tipo mais comum de artrite; considerada um aspecto normal do processo de envelhecimento.
Osteomielite
Infecção óssea ou da medula óssea local ou generalizada, que pode ser causada por bactérias introduzidas por traumatismo ou cirurgia; mais comumente, resultado de uma infecção de uma origem contígua, tal como uma úlcera de pé diabético.
Osteopetrose
Uma doença hereditária marcada por densidade óssea anormal e ocorrência comum de fraturas do osso afetado; pode conduzir a obliteração do espaço medular; também conhecida como osso marmóreo.
Osteoporose
Uma redução na quantidade de osso ou atrofia do tecido esquelético; ocorre com mulheres no período após a menopausa ou em homens idosos, e resulta em trabéculas ósseas escassas e finas; a maioria das fraturas que ocorrem em mulheres com mais de 50 anos de idade é secundária a osteoporose
Síndrome do túnel do carpo
Um distúrbio doloroso comum que envolve o punho e a mão, resultante da compressão do nervo mediano quando este atravessa o centro do punho; mais comumente encontrado em mulheres de meia-idade.
Tumores (tumores ósseos):
Podem ser benignos (não-cancerosos) ou malignos (cancerosos - menos comuns); a TC e a RM auxiliam na determinação da localização exata e do tamanho do tumor.
Mieloma múltiplo
O tipo mais comum de câncer ósseo primário; geralmente afeta pessoas na faixa etária dos 40 aos 70 anos.
Osteocondroma
O tipo mais comum de tumor ósseo benigno, geralmente ocorre em pessoas entre 10 e 20 anos de idade.
Osteossarcoma
O segundo tipo mais comum de câncer ósseo primário; geralmente afeta pessoas entre 10 e 20 anos de idade, mas pode ocorrer em qualquer idade; pode se desenvolver em pessoas mais velhas com doença de Paget.





